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MUNDIARIO

Aline Gallasch Hall de Beuvink refere as vantagens da monarquia em Portugal

“Na acção política, no meio social, a nível privado, tento sempre, onde estiver, chamar a atenção para a Monarquia, para os seus valores e tentar desfazer alguns preconceitos”.

Aline Gallasch Hall de Beuvink refere as vantagens da monarquia em Portugal
Aline Gallasch Hall de Beuvink.
Aline Gallasch Hall de Beuvink.

“Na acção política, no meio social, a nível privado, tento sempre, onde estiver, chamar a atenção para a Monarquia, para os seus valores e tentar desfazer alguns preconceitos”. Aline Gallasch Hall de Beuvink refere as vantagens da monarquia em Portugal.

- A sua experiência política, através do seu partido, (ou não) implica uma defesa da monarquia ou do movimento monárquico, mais especificamente?

- Na acção política, no meio social, a nível privado, tento sempre, onde estiver, chamar a atenção para a Monarquia, para os seus valores e tentar desfazer alguns preconceitos. Chamar a atenção para a causa, nos dias de hoje, talvez seja o mais difícil e, também, o trabalho mais importante da luta monárquica. Há uma letargia generalizada, as pessoas não querem saber de nada, só sabem que estão descontentes com a situação actual. Mas não vêm que a Monarquia Constitucional pode ser o Futuro. Portanto, esclarecer e falar sobre o assunto, aos poucos, e lutar pelos valores em que acredito, ajudar-me-ão a tornar o meu bairro melhor e, quem sabe, o meu país. E só se ama aquilo que se conhece. Se as pessoas não sabem o que é a Monarquia, como poderão optar conscientemente?

- Pretende concretizar alguma medida?

- Não será com um golpe de Estado, com certeza (risos)! Mas gostaria de poder influenciar a decisão de se mudar a alínea b) do art. 288º da Constituição, que mostra estarmos sob uma República não-democrática, pois obriga, constitucionalmente, a que o país seja uma República, e não deixa os seus cidadãos escolherem livremente. E, claro, depois de esclarecer o povo português (que teve uma lavagem cerebral de 100 anos a favor da República) e explicar as vantagens da Monarquia, conseguir que se faça um referendo. Não podemos esquecer que este regime começou com sangue, injustiça e foi imposto por uma minoria. O povo nunca se pronunciou, e isso não é correcto. O povo é sempre soberano.

- “Quando um Grupo de Cidadãos toma as rédeas do destino, as coisas acontecem!” “Torne-se sócio da Associação de Defesa do Património de Lisboa e venha fazer acontecer! Lisboa precisa de si!” in  Associação de Defesa do Património de Lisboa. Quer destacar algum acontecimento no âmbito da Associação que preside? 

- A ADPLx foi formada há pouco tempo, mas já tem algumas iniciativas em vista. Presentemente está a lutar para defender a calçada portuguesa, pois o Presidente da Câmara de Lisboa quer acabar com ela e substituí-la em todas as zonas da cidade, deixando apenas alguma em áreas turísticas. Estamos a fazer uma lista dos imóveis patrimoniais que precisam de recuperação na cidade e teremos um colóquio no próximo ano dedicado à sismologia e medidas de segurança a tomar em caso de terramotos, entre outras iniciativas, como concertos, visitas de estudo, etc. 

-  Pode-se falar de um movimento monárquico português? Que prestação aporta, nos dias de hoje, à nossa sociedade?

- Sim, pode-se falar de um verdadeiro e aglutinador movimento monárquico português, protagonizado por uma instituição que é a Causa Real, muito bem presidida pelo 13º Conde de Avintes, D. Luís Lavradio. O objectivo da Causa é o desenvolvimento e apresentação de um projecto político alternativo para Portugal, para o qual foi constituída uma Comissão Política e uma Comissão Económica, onde constam pessoas de grande renome. Estão a ser desenvolvidas as bases para um putativa constituição monárquica para o Portugal do século XXI. Para as pessoas ficarem esclarecidas quanto à Monarquia, a Causa tem desenvolvido ao longo dos últimos dois anos um projecto de comunicação online que começa agora a dar os seus primeiros frutos, com uma presença forte na Internet através de um website, de um blogue e de uma página no Facebook. Há também um plano para reeditar algumas da obras portuguesas mais marcantes do século XX sobre o ideário monárquico. É fundamental chegar-se aos estudantes, principalmente porque muito do que aprendem sobre a monarquia está profundamente errado e é altamente tendencioso. Há que dar a possibilidade, e mesmo fomentar, que a crianças mais velhas aprendam a pensar por elas próprias. Para isso, a Causa Real estruturou o Projecto Educar, que visa intervir nos estabelecimentos de ensino a vários níveis, dando aos alunos e aos professores uma visão mais transparente e objectiva sobre o fim da monarquia e a passagem para a república, convidando-os a pensar sobre a questão do regime. Com o renovado dinamismo da Juventude Monárquica Portuguesa, um dos órgãos da Causa Real, tem-se a possibilidade de chegar aos estabelecimentos de ensino superior com maior facilidade, procurando desenvolver círculos universitários de cunho monárquico. Estas são apenas algumas iniciativas mas poderá ver, desde já, os grandes contributos que estão a dar para a formação de uma sociedade melhor!

-  Que valores poderiam incrementar uma restauração monárquica em Portugal?

- Como é do conhecimento geral, vivemos num tempo de crise que não é só económica, mas também crise de valores. Aliás, esta crise de valores é que deu origem à económica. Penso que a restauração da monarquia em Portugal ajudaria a recuperar esses valores, nomeadamente sob a égide das quatro virtudes principais: sabedoria, prudência, justiça e moderação. Isso traria a Portugal uma recuperação na sua auto-estima e melhoraria a sua imagem a nível externo: na política, na economia, no turismo, na importação/exportação, só para mencionar alguns campos. É evidente que a Monarquia Constitucional não pode resolver todos os problemas, mas pelo menos é a melhor tentativa de enfrentar as dificuldades para construir a nação Portuguesa para o futuro. Seria ingénuo pensar que, de um dia para o outro, tudo seria perfeito. A Monarquia Constitucional não é sinónimo de perfeição, mas é o melhor regime que o homem conseguiu experienciar até hoje. A consciência histórica melhora a educação política e o entendimento do que é ser um cidadão. Coisa que, apesar de clamar essa ideia como sua conquista, a República falhou. Pelo menos, em Portugal. Não há uma política de cidadania. As pessoas perderam a confiança na política, nos políticos, distanciam-se e desinteressam-se totalmente. Prova disso é o elevado número da abstenção nas eleições: mais de 50%. Monarquia não tem a ver com “glamour” ou gastar mais dinheiro: tem a ver com valores e virtudes, e garantir que eles são perpetuados.