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MUNDIARIO

Exercício físico e produtividade laboral, uma realidade emergente

Qual é a relação entre o exercício físico e o aumento de produtividade? Nuno Cerqueira, personal trainer, responde a esta questão, colocando um desafio a cada um de nós, no nosso dia-a-dia.

Exercício físico e produtividade laboral, uma realidade emergente
Nuno Cerqueira, personal trainer credenciado pela American College of Sports Medicine.
Nuno Cerqueira, personal trainer credenciado pela American College of Sports Medicine.

Qual é a relação entre o exercício físico e o aumento de produtividade? Nuno Cerqueira, personal trainer, responde a esta questão, colocando um desafio a cada um de nós, no nosso dia-a-dia.

 

Prof. Nuno Conde Cerqueira

Nunca o exercício físico foi um tema tão badalado como nos dias de hoje. O «Jogging», as atividades Outdoor e de aventura têm crescido a um ritmo verdadeiramente alucinante de ano para ano. Mas para além da sensação de superação de limites e objetivos que tanto se fala e, a sua inerente componente emocional, haverá mais alguma explicação racional e cientifica para se relacionar exercício com aumento de produtividade e eficiência laboral? Claro que sim. Passo então a explicar de forma sucinta.

É interessante começar por enquadrar algumas questões, nomeadamente no que respeita a alguns dados de países mais desenvolvidos e, a sua relação com a prática de atividade física. É um dado adquirido que os países da América do Norte, Escandinávia, Europa Central, Japão, Oceânia e, mais recentemente as sociedades mais desenvolvidas da China têm melhores índices de produtividade e menores índices de abstinência laboral. Este último ponto tem sido tema de debate e estudo por parte das grandes empresas Multinacionais e começa a ser consensual que um programa estruturado de exercício físico melhora substancialmente o rendimento laboral. Algumas empresas de sucesso e renome mundial já incorporam nas tarefas dos funcionários a prática diária de exercício físico.

«Mente Sã em Corpo São» é uma expressão antiga e retirada do Olimpismo clássico mas que se aplica perfeitamente aos desafios a que somos sujeitos nos dias de hoje com o aumento dos níveis de Stress resultantes da competição existente no mercado de trabalho. Não há lugar para os mais fracos nem para os cansados. Até aqui tudo fácil de compreender mas com essas condicionantes surgem dificuldades em termos uma alimentação correta, hábitos tabágicos, de consumo excessivo de cafeína, de tranquilizantes e anti depressivos sintéticos. Todos estes hábitos e substâncias que normalmente consumimos vão aumentar ainda mais o Stress oxidativo do organismo, conduzindo-nos a doenças metabólicas, degenerativas, de foro psiquiátrico, emocional e principalmente cardíacas. Temos então agentes de trabalho em condições precárias de saúde e numa espiral de doença. Esta doença vai, inevitavelmente prejudicar o rendimento laboral do quotidiano e normalmente conduzirá a tempos de abstinência laboral por problemas de saúde mais ou menos elevados.

O exercício físico fortalece o corpo. Esta questão faz parte do senso comum. Mas então que implicações tem a atividade física no organismo, para além de todas os benefícios demais conhecidos pela sociedade para a saúde, poderem também tornar as pessoas mais produtivas, dinâmicas, seguras, criativas e muito mais capazes de trabalhar em equipa?

O exercício físico produz hormonas chamadas «Endorfinas». Estas substâncias são viciantes e induzem sensação de prazer e bem-estar. Podemos, obviamente em sentido figurado, adjetivar estas hormonas como drogas naturalmente produzidas pelo organismo, saudáveis e que nos tornam mais felizes em todos os campos da nossa vida.

Para finalizar, gostaria de salientar que nas sociedades onde a prática do exercício físico está mais enraizado, são poupados aos cofres do estado Biliões de Dólares pelo facto das população ser mais saudável. Entidades como o «American College of Sports Medicine» e «National American Sports Medicine» sugerem que trinta a sessenta minutos de atividade física moderada ou vigorosa praticada três vezes por semana reduz o risco de doença metabólica, degenerativa e cardíaca em mais de 50%.

Por todos estes motivos, sucintamente apresentados, é de extrema importância discutir este assunto de forma séria e profunda. A realização de estudos recentes nesta área revela um trajeto muito fácil de traçar e que vai certamente trazer vantagens surpreendentes.